segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

verdades incoclusivas

De sentimento quase nem posso falar, não por inteiro, pois se incompleto vejo ao ente que me cerca, quase bem certo é que me inundo e vivo...

amores de verdade, quase nem existem, não fazem sentido hoje, tempos de regras e dinheiro... amas o que convém, isso não é exatamente triste, amas, isso não importa, mas não por inteiro... a verdade nem sei e se soubesse não seria, a verdade os daqui não sabem, mas esqueçamos por um momento... importa mesmo é o que para nós é verdade, e nada mais deve que dito...

"Amor de verdade é aquele que mesmo em meio a tudo e a todos te preenche por inteiro..."

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Palavras Soltas

Toco afoito o brilho desse solo tão pequeno,
O mundo é bem maior, não sei, mas sei...
Mas o ápice que nessa infinidade, tem o objetivo
De caber e não caber aquilo que contém.

Toda rocha ávida por lama quente e água,
Abriga no ventre um teto e deserta entrega-se ao
Labor dos delírios dos risos sem animo:
Breve e silencioso, contudo tudo acaba...

O tempo se inicia ameno, diremos, é belo é nada...
No embalo do veneno exalado pelo canto...
Vida, vida minha, que hei de fazer?

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A Volta do Boêmio

Tão grande é dor que sinto,
Vou me embriagar a sombra daquele carvalho...
E há carvalho aqui?
Ou a sombra e o desespero embriagaram-me tanto e já
Que nem mais sei o que vejo?

Imensa é a dor que sinto,
Que rasga minhas vestes e me deixa em carne.
E as velhas feiticeiras riem do eu alheio.
Pois melhor não há
Morrer ao favor das eternas latitudes do norte,
Aonde o frio nem chega a ser traiçoeiro...

A dor que sinto,
É minha e devaneia a entrega das sereias...
O néctar que agora bebo amarga,
Mas deixa o ardor da boca adocicado...
Que venha a sombra do carvalho!

Agora a dor que sinto se apaga
Embriagando o corpo numa leveza áspera,
Mesmo o mar e o vento estão apagados.
A alma anda acesa no fundo colorido
Das lembranças em preto e branco.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Eterna Dúvida

Paro buscando ouvir o que me falta e que nunca tive: ouço sua respiração ao meu lado...

Porque?

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Planos

    Vi suas palavras a me dizerem
    Que para tudo havia planos.
    Via enquanto na calmaria
    Zarpava para longe o sonho do acalanto.

    Vi que ao mesmo tempo em que ia
    Que mais triste que perder,
    É não ter nem sequer um pranto,
    E que não muda, é forte como o desencanto.

    Na penumbra da alma roubada,
    À sombra do sono e da estrela,
    Vi que o não ia, pois não foi,
    Era deserto, como deserto é não tê-lo...

    Via suas palavras que me diziam
    Enfim o que nunca quis ouvir,
    Que o segredo do diamante
    É o brilho encrustado em sua dureza...

Simples Te Amo

    Poderia eu dizer te amo, te amo o dia inteiro,
    E a alegria que ao te ver sinto,
    É tanta e tamanha que sega a vista.
    E ao sofrer não sofro, e ao viver não vivo.

    Mas de que nos adiantaria? Você sabe...
    O frio que me consome ao sabor de tu que nunca serás minha.
    E de que nos adianta mesmo?
    Se amar nunca é ter, é mais não ter...
    E o medo que dar ao ter, é não mais amar...

    Poderia eu dizer te amo, e amo tanto que te ouço
    Quando ouço o vento, e te vejo quando vejo o tempo,
    E te sinto quando vivo, e te quero à noite,
    Ao dia, à sombra. E morro todo em desespero...

    De nada isso serviria, você lá está, frágil
    E acolhida nos braços fortes do castelo que vai até as estrelas...
    Somos tão pequeninos, eu tão menos ainda,
    Que de visível mesmo só a tristeza
    Que e manda de mim o tempo todo...

    Você não entenderia que te amo com ânsia e fúria,
    E que te quero por inteira, vestida e nua,
    Ao contato da tua pele pálida e quente
    Viver e morre, sem dúvidas, nem medos ou arrependimentos...

    Você não entenderia que não ligo para regras, punições ou pecado...
    Só o calor impuro do desejo que vem do peito às tripas,
    E como tanto te amo que me perco,
    Sinto no corpo todo a tua ausência...

    E de que nos adiantaria te dizer te desejo,
    Se nem te amo, entenderias, e vejo a ardência de teu ser
    Diluir-se eterno nas máscaras dum elo teia,
    Pois se tu não entender, contanto sente (creio a crer).

    Trocaria cada passo e tempo e cara,
    Para por um instante eterno provar da doçura de teu ser,
    E encontrar na leveza de tua alma um lugar onde tu me fizesses entrar
    E do qual eu nunca iria querer sair...

    Mas de que tudo isso adiantaria: impureza, desespero, desejo e fantasia...?
    Se mesmo se eu te dissesse um simples te amo você sequer entenderia?

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Sonhos de Consumo




Essas duas motos são meu sonho de consumo, como o título da postagem indica. Na verdade elas estão além de um sonho, pois só um milagre me faria pode compra-lás... mas por fim sonhar não é proibido...

A Primeira é uma XVS 950 Midnight Sta, uma moto Yamaha no estilo Custon com pouco menos de 1000 cilindradas e um preço de R$ 35.000,00...

A segunda é uma BMW K1300R, máquina da BMW com 1300 cilindradas e um preço nada animador de R$ 64.000,00 na sua versão básica.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Desmodo de Existir


    Se eu te contasse o segredo,
    Você me olharia aos olhos,
    E diria amigo?

    Se te falasse com medo a pronúncia,
    E atado à falsa impressão de imunidade,
    Dissesse, você ainda teria coragem de
    Me olhar nos olhos?

    Não desviaria o olhar, e os passos no caminho,
    Ofendida diante da impureza que há,
    Entregue límpida
    Em mãos puras como cristal?

    Assim ignoro o modo e desmodo de existir...

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Principia Vitae I


Esses tolos enigmas queesbanjo em meus poemas
São tão claros como aágua cristalina,
Mas que por intermédioda correnteza
Mostram lisas as pedrasásperas.
E todos as sabemásperas, mas pela visão do rio
Tomam-nas lisas epassam...
“Que pedras lisas, sobas águas diáfanas...”.